domingo, 28 de agosto de 2011

Raízes Aéreas

"E acho que, se você se apega a isso, a alguma coisa que é material, isso quer dizer que você está plantando sua raiz por uma estrutura material. Eu quero ter raiz, mas raízes aéreas, que eu possa levar para onde eu quiser."

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Há alguns dias, dei de cara com uma entrevista que a Eliane Brum fez com Debora, uma psicóloga que faz parte do Médico Sem Fronteiras, e me emocionei. Selecionei alguns trechos para colocar aqui, mas eu recomendo, de verdade, que você leia a entrevista inteira.

"É isso. Debora é com certeza uma das pessoas mais vivas que conheci. E esta é uma entrevista ao mesmo tempo chocante e inspiradora. Dois adjetivos que só alguém com as qualidades de Debora, capaz de arrancar esperança nos cenários mais brutais, poderia acrescentar a um mesmo substantivo. Por isso, foi também uma entrevista muito difícil de cortar. Depois de bastante sofrimento, consegui deixá-la em um terço da original. E guardar o restante para outro momento. Vale cada linha. E meu sonho é que todos possam lê-la e ser movidos pela vontade de compartilhá-la com os amigos e também com desconhecidos."

E muitas vezes eu penso que também quero ter raízes aéreas.

"Ela nunca vira essas pessoas na vida e essas pessoas estavam dispostas a acolhê-la. E no outro dia ela voltou e me agradeceu muito. Ela disse: “Eu me lembrei da última vez em que eu fui feliz”. E quando foi, Marie? Ela falou: “Foi quando eu dancei”.

sábado, 20 de agosto de 2011

Hablas 日本?

Este infográfico mostra quais são as línguas mais difíceis de se aprender. Ele foi criado tomando como base o idioma inglês, mas serve pra gente também.

Eu morro de vontade de aprender uma língua que não tenha raiz latina, ou mesmo utilize outro alfabeto.

Vi aqui.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Poesia criminal

Deu no noticiário de ontem: Delegado do Distrito Federal registra crime em forma de poesia.

 

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"Nosso trabalho é um pouco de idealismo. Apesar de muito árduo, ele é um pouco de fantasia, de você lutar pela reconstrução e pela melhora do mundo. Acho que isso traz muita realização e eu quis transformar isso em arte, daí a ideia da poesia" (Reinaldo Lobo, o delegado poeta)

Porque sempre há espaço para algumas rimas.

Do blog e da vida

 

Dizem por aí que tudo é um pouco auto-biográfico, e eu sou do tipo que acha que todo blog é meio pessoal, não importa o tema ou o estilo de posts.

Cada palavra escrita, história contada ou imagem registrada esconde um pedacinho da personalidade, do dia a dia ou dos interesses de quem se propôs a compartilhar aquilo com o mundo.

Hoje fazem dois meses que eu dei as caras por aqui a última vez.

Pensando sobre isso, percebo que até a ausência e a forma como eu (não) toquei este blog nos último sete meses dizem muito sobre o meu momento.

Não postei porque não sabia o que postar. Ignorei o blog porque não sabia o que fazer com ele. É assim que eu lido com as coisas quando elas perdem o rumo.

Story of my life.

sábado, 4 de junho de 2011

Polícia e Ladrão


Um dia um menino me fez um elogio que eu nunca esqueci.
Poderia ter me chamado de linda, de inteligente ou engraçada, mas ele tinha nove anos. "Você é ágil", ele disse. E me confiou a missão mais importante, de libertar nossos amigos da prisão. Eu provavelmente seria pega pelas crianças do time da "Polícia", mas ele havia dito que eu era ágil.
Eu não tinha nenhum motivo para concordar com ele, mas, mais do que isso, eu acreditei.
Às vezes, eu preciso me lembrar que, um dia, uma garotinha que sempre se sentiu desajeitada e muito pouco habilidosa, liderou um motim.
Foto: Dawn Gordon

terça-feira, 24 de maio de 2011

Na na na

Hey Jude tem sido uma música muito importante para mim nos últimos tempos. No domingo, graças a alguns balões e cartolinas, um coro apaixonado e a proximidade tão irreal de um Beatle, ela se transformou também em uma imagem que eu nunca vou esquecer.




E ainda é difícil acreditar que eu estava lá. E igualmente difícil acreditar que acabou, e já fazem dois dias.
"take a sad song and make it better"

sábado, 14 de maio de 2011

Instante de conforto



Caixinhas de conforto instantâneo. Quem não precisa de uma dessas às vezes? Por Kim's little monsters.

sábado, 7 de maio de 2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

Everyone has their worries


Emprego, futuro, família, dinheiro, saúde, doença, a chance de tudo dar errado e o vôo dos anjos. E apesar de tudo isso, a gente continua tentando. E até sorrindo.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

De volta outra vez



Desisti de desistir.
Porque assim como às vezes a gente faz as coisas serem muito piores do que elas precisam ser, é possível fazer o contrário. 
E assim, de repente, você volta a sorrir.




As fotos 2,3 e 4 são do flickr de Anitah.
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